quinta-feira, 13 de março de 2008

Preciso de escrever,
sim, para ter a certeza
que já não te amo.
Mas sim, agora estou totalmente certa disso.
Não conseguiria escrever estas palavras,
com tanta serenidade,
se ainda te amasse.
Sim, porque era amor o que sentia por ti,
não era paixão,
não era loucura,
era amor...
Não pelo teu olhar fatal,
não pela profundidade dos teus olhos escuros...
Era amor por ti
Pelo que eras,
pelo que dizias,
pelo que querias...
Sim, conheci-te bem...
Bem demais...
E por isso começei a gostar de ti,
primeiro como amigo,
depois começei a sentir algo mais profundo,
algo mais intenso.
Já não te amo
mas jamais me esquecerei da tua pureza ...
Estarás sempre guardado no canto mais secreto do meu coração..
Mas já não me causarás
lágrimas, tristeza ou dor...
Somente alegria por te ter conhecido...
Obrigado por me teres cativado
e também, por me teres deixado cativar-te...

FEVEREIRO 2008
Vi-te no shopping,
duas vezes em dez minutos.
Estava no destino, não há outra explicação...
Não me viste,
estavas de perfil.
Ainda bem...
Não me deparei directamente com a tua cara de menino,
mas de longe vi que ela continua igual...
Não falamos,
talvez se isso tivesse acontecido
deixaria cair algumas lágrimas...
Ou talvez não...
Mas agora sei que já ultrapassei o meu grande amor por ti.
Se assim não fosse,
não conseguiria escrever estas meras linhas,
sem derramar um rio de lágrimas...
Nem uma derramei...
Ainda bem!
Desejo que sejas feliz..
Parecias feliz...
Agora também já conseguirei ser.

FEVEREIRO 2008
Revi-te ontem,
fiquei um pouco fatal.
Não é de espantar,
foste o meu primeiro grande amor...
Quando achei que eras tu
senti-me a empalidecer
E não consegui tirar os olhos de ti
até ter mesmo a certeza
que não estava a sonhar.
Mas, contrariamente às outras vezes em que te vi,
passado escassos minutos parece que nem te tinha visto.
Não me lembrei sequer da quantidade de lágrimas que já derramei por ti!
Já senti tanto a tua falta!!!
Chorei tanto por não saber como te ajudar a resolver os problemas,
desesperei por não te ver
quase enlouqueci por não saber nada de ti.

FEVEREIRO 2008
O teu olhar já não me fascina
perdeu o encanto,
que outrora,
somente nele encontrei
foi como uma loucura, uma insanidade.
Foi um sentimento inexplicável
que finalmente terminou.
O teu olhar de mel
adoçou aminha vida
isso nunca poderei negar
mas partiste...
A alucinação ainda persistiu por algum tempo
mas agora desvaneceu.
Não, não era amor
porque nem sequer te cheguei a conhecer.
Também não era paixão.
Era um outro sentimento
que não consigo defenir
que não sei explicar.
Um sentimento estranho, inexplicável...
Que jamais tinha sentido,
que nunca tinha pensado sentir.
Não me arrependo desse sentimento,
mas mesmo que quisesse não o conseguiria evitar.
Na altura talvez tenha sido o que me salvou...
Por isso te agradeço.
OBRIGADO

FEVEREIRO 2008

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

pensando em ti

Pensando em ti vejo o mar,
as palavras recuam,
por vezes flutuam.
Pensando em ti vejo o sol
o brilho escondido.
Pensando em ti, voo, voo,
neste devaneio,
consigo até alcançar
a memória distante.

Quando chegavas,
o resto desaparecia.
Só permanecias tu,
somente tu.
Tu e a tua beleza mítica.
Quando chegavas,
somente presenciava o teu magnetismo,
somente sentia o cintilar das tuas palavras.

Hoje, distante de ti,
a tua voz cristalina
ainda persiste nos meus ouvidos.
A tua imensa ternura,
ainda reside no meu pensamento.
E quando desaperto, por completo,
o laço das recordações,
ainda continuo a ver a minha realidade:
tu.


AGOSTO 2004

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Mais um poema,
o mesmo sujeito:
Tu,
só tu.
Tu e o teu olhar
fatal, alucinante, inexplicável.
Ainda o tento compreender,
Ainda o tento alcançar.
Apesar da distância.
Apesar de não o conhecer.
Apesar de não te conhecer...
Será esta situação possivel?
Será isto loucura?
Será esta loucura real?
Serás tu a minha realidade?

OUTUBRO 2007
Voltei a pensar em ti.
Pensava ter-te esquecido,
mas como?
Como esquecer esse olhar arrebatador?
Como esquecer esse olhar tão penetrante?
Queres levar-me à loucura?
Será esse o teu objectivo?
Foi isso que pretendeste ao fixares o teu olhar em mim?
Conseguiste...
Fiquei possuida pelo teu olhar...
E agora?
Deixaste-me assim?
Foste embora,
de repente...
Desapareceste-me da vista mas não do coração...
Porquê essa maldade?
Porquê essa crueldade?
Se me queres, diz-me...
Eu já não posso mais...

OUTUBRO 2007