quinta-feira, 22 de novembro de 2007

pensando em ti

Pensando em ti vejo o mar,
as palavras recuam,
por vezes flutuam.
Pensando em ti vejo o sol
o brilho escondido.
Pensando em ti, voo, voo,
neste devaneio,
consigo até alcançar
a memória distante.

Quando chegavas,
o resto desaparecia.
Só permanecias tu,
somente tu.
Tu e a tua beleza mítica.
Quando chegavas,
somente presenciava o teu magnetismo,
somente sentia o cintilar das tuas palavras.

Hoje, distante de ti,
a tua voz cristalina
ainda persiste nos meus ouvidos.
A tua imensa ternura,
ainda reside no meu pensamento.
E quando desaperto, por completo,
o laço das recordações,
ainda continuo a ver a minha realidade:
tu.


AGOSTO 2004

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Mais um poema,
o mesmo sujeito:
Tu,
só tu.
Tu e o teu olhar
fatal, alucinante, inexplicável.
Ainda o tento compreender,
Ainda o tento alcançar.
Apesar da distância.
Apesar de não o conhecer.
Apesar de não te conhecer...
Será esta situação possivel?
Será isto loucura?
Será esta loucura real?
Serás tu a minha realidade?

OUTUBRO 2007
Voltei a pensar em ti.
Pensava ter-te esquecido,
mas como?
Como esquecer esse olhar arrebatador?
Como esquecer esse olhar tão penetrante?
Queres levar-me à loucura?
Será esse o teu objectivo?
Foi isso que pretendeste ao fixares o teu olhar em mim?
Conseguiste...
Fiquei possuida pelo teu olhar...
E agora?
Deixaste-me assim?
Foste embora,
de repente...
Desapareceste-me da vista mas não do coração...
Porquê essa maldade?
Porquê essa crueldade?
Se me queres, diz-me...
Eu já não posso mais...

OUTUBRO 2007

Quando penso em ti

Tento tirar-te do meu pensamento,
mas todos os dias me invades a alma.
Por momentos, a tua imagem fica como que enraizada em mim.
O som da tua voz ecoa de forma melódica;
o brilho do teu olhar invade de forma arrebatadora.
Quero convencer-me de que estás longe,
que jamais te voltarei a ver,
que os raros momentos em que falo contigo são escassos.
Que cada vez que penso em ti
é mais um momento de ilusão que somente me trará mais sofrimento,
quando cair em mim e verificar que nunca te alcançarei.
Tudo isto é verdade, eu sei
No entanto, de tudo isto me esqueço quando penso em ti

OUTUBRO 2007

terça-feira, 16 de outubro de 2007

sonhos doces
realidades cruas
tristezas sentidas
alegrias alcançadas
um mundo de descobertas
um percorrer de distâncias
o fluir de emoções
lutas difíceis
desafios infindáveis
metas longínquas
um crescimento constante
conhecimentos tímidos
frases lentas
recordações ternas
um misto de paz e de som
de brilho e escuridão
momentos mágicos
palavras que se perdem
palavras agarradas
segredos desvelados
verdades incompletas
certezas inabaláveis
paixões incompreendidas
corações despedaçados
sofrimentos devastadores
gritos mudos
gestos reveladores

SETEMBRO 2007
Hoje vou escrever.
Frases derramadas.
Sílabas gritadas.
Letras choradas.
Sim, vou.
Vou chamar por ti. Vou procurar por mim.
Vou tentar encontrar a fé.
Vou despejar a raiva.
Vou desimpedir suspiros entalados.
Vou fixar-me nos versos, nas rimas.
Vou entregar-me à poesia.

SETEMBRO 2007

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Porque me olhas
se não me vês?
Porque prolongas o teu olhar no meu
se nada significo para ti?
Porque brilha o teu olhar quando olhas para mim
se não me deixas ser a tua estrela?
Porque permites que o teu olhar invada o mais profundo do meu ser
se não queres preencher o meu coração?
Para quê dizer
o que tu já sabes?
Para quê explicar
o que tu já percebeste?
Para quê olhar-te
se tu não me vês?
Para quê sentir-te
se não estás aqui?
Para quê pensar em ti
dado que não me conheces verdadeiramente?
Para quê falar-te
se a minha voz nao te embala?
Vi-te, não mais te esqueci.
Desculpa, não foi a ti que vi,
foi ao teu olhar, olhar que entrou pela sala
e que me invadiu a alma.
Fiquei baralhada.
Quando ias a entrar, ia a sair.
Mais tarde entrei, tu saiste.
Lembro-me bem.
Como me posso esquecer?
Passado alguns dias, vi-te novamente.
Mais um olhar,
mais um bater confuso no coração.
Não percebi,
ainda não percebo.
Continuei a ver-te,
mais algumas vezes.
Sempre esse olhar,
melancólico mas seguro.
Não sei explicá-lo,
nem sei entende-lo, mas sei que me cativa.
Esse teu olhar, esse teu fenomenal olhar.