Pensando em ti vejo o mar,
as palavras recuam,
por vezes flutuam.
Pensando em ti vejo o sol
o brilho escondido.
Pensando em ti, voo, voo,
neste devaneio,
consigo até alcançar
a memória distante.
Quando chegavas,
o resto desaparecia.
Só permanecias tu,
somente tu.
Tu e a tua beleza mítica.
Quando chegavas,
somente presenciava o teu magnetismo,
somente sentia o cintilar das tuas palavras.
Hoje, distante de ti,
a tua voz cristalina
ainda persiste nos meus ouvidos.
A tua imensa ternura,
ainda reside no meu pensamento.
E quando desaperto, por completo,
o laço das recordações,
ainda continuo a ver a minha realidade:
tu.
AGOSTO 2004
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
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